sábado, 31 de julho de 2010

Inscrições para o MAC Goiás

fonte: http://www.noticiasdegoias.go.gov.br/
Cultura - 23/07/2010 - 12:00:00

Agepel inscreve para exposições no MAC

Até o dia 3 de agosto, a Agepel recebe inscrições para a seleção de exposições no Museu de Arte Contemporânea de Goiás - MAC, de artistas ou grupos brasileiros ou estrangeiros. As mostras serão realizadas nas Salas Samuel Costa e L, no segundo semestre deste ano. As inscrições devem ser feitas pessoalmente ou pelo Correio na sede do MAC, à Rua 4, nº 515, Sobreloja, Ed. Parthenon Center, Setor Central, CEP: 74.020-060.

Profissão curador

Guia de Carreiras destaca profissão nesta terça-feira (27).Profissional deve ser crítico, imaginativo e gostar de escrever.
Curador de arte prepara, concebe e monta exposições


Fernanda Nogueira Do G1, em São Paulo
27/07/2010 09h27 - Atualizado em 27/07/2010 14h05

Para ver reportagem:

http://g1.globo.com/especiais/Guia-de-carreiras/noticia/2010/07/curador-de-arte-prepara-concebe-e-monta-exposicoes.html

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Livro sobre curadoria

Foi lançado, recentemente, o primeiro livro de curadoria no Brasil com textos de oito importantes curadores brasileiros.

Curadoria "Sobre o ofício do curador"
Alexandre Dias Ramos (org.)
R$ 46,00
176 págs
Editora Zouk
Coleção Arte: ensaios e documentos

Geradores do valor simbólico da arte?!

Quem é o verdadeiro gerador de valor da arte contemporânea?
O mercado, os museus e grandes centros culturais, os curadores, os críticos, os artistas ... ???

Trechos da reportagem:
"Depois de três edições em Nova York, a feira Pinta abriu as portas ao público, em Londres, esta quinta-feira, com o objetivo de chamar atenção na Europa para a arte moderna e contemporânea latino-americana.(...)
Grandes instituições europeias, como a Tate Modern londrina, o Centro Georges Pompidou de Paris, o Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, de Madri, e o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) foram convidados a participar do programa de aquisições para museus da Pinta.
O programa, ao qual até agora foram doados 250.000 dólares, consiste em disponibilizar fundos para os museus, que segundo Zalia são "os verdadeiros geradores do valor simbólico da arte hoje em dia" para que eles os equiparem e os invistam em ampliar suas coleções de arte latino-americana."


Fonte:http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gTpxP_6cxHs55kfroWI46GZxNyow (AFP) – 4 de Jun de 2010

Analise do curador...

" “A mostra (“Outros Prazeres ou Aquilo que Amou ter de Volta - um diálogo com o acervo da Casa das 11 Janelas”) apresenta que a arte é política, nos faz pensar. A arte contemporânea traz questões além do lugar do conforto”, analisa o curador (Orlando Maneschy)."

fonte: http://www.diariodopara.com.br/N-92849-EXPOSICAO+EXIBE+OBRAS+DAS+DECADAS+DE+70+E+80.html
Quarta-feira, 02/06/2010, 08h50
Achei esta entrevista feita pela reporter ANA CECÍLIA SOARES à Professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade Estadual de Londrina, MARTA DANTAS, que desenvolve desde 2001 um estudo sobre Arthur Bispo do Rosário, muito interessante.

fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=793329

Trecho da entrevista:

"ANA CECÍLIA SOARES - O que faz de Bispo um artista? Em sua opinião, o que há de mais interessante em sua obra?

MARTA DANTAS - Eu tentarei responder a sua pergunta com outra: o que esperamos de uma obra de arte? Esperamos que ela seja algo diferente, que não seja necessariamente bela mas que de alguma forma mexa com a gente, que gere um movimento de atração ou repulsão; esperamos que ela seja como uma janela aberta que nos convida a uma aventura ao desconhecido e que dela possamos descobrir uma outra forma de conhecimento, sobre o mundo, a vida e as coisas. Tudo isso encontramos na obra de Bispo. Também buscamos em uma produção perceber como o artista trabalha com as questões do seu fazer artístico. Nas artes plásticas, como ele lida com os materiais, como busca determinados efeitos plásticos, entre outros. Os trabalhos do Bispo revelam um conhecimento advindo do trabalho artesanal, do "bricoleur", mas não se restringem a ele. Basta repararmos em suas "vitrines", por exemplo, para descobrirmos o olhar atento de Bispo sobre a potencialidade plástica dos materiais escolhidos, como ele compõe os objetos de maneira cuidadosa visando ao efeito visual. Enfim, tudo isso faz dele um artista. (...)"

Livro de arte contemporânea

Li um artigo no site: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=792390 sobre arte contemporânea onde o autor defende a tese de que a arte contemporânea tem valor segundo as normas do mercado. A entrevista é do dia 29/5/2010 (REPÓRTER: ANA CECÍLIA SOARES).
O livro é: Artes visuais "A grande feira: uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea" de Luciano Trigo (R$34,90) 239 páginas. Civilização brasileira.

Copia de trechos da reportagem:
"Trigo acredita que nas últimas décadas aconteceu à subordinação de todo o sistema ao mercado, a ponto de não existir mais, fora dele, qualquer critério para classificar uma obra como boa ou duvidosa.(...)
Todavia, segundo Luciano Trigo, a partir dos anos 80, mesmo essas práticas - que, generalizando, têm uma matriz comum na obra de Marcel Duchamp - foram reassimiladas pelo sistema da arte, passaram a ser ensinadas nas escolas e viraram uma espécie de nova arte acadêmica, sem qualquer voz dissonante ou contrapoder que a conteste.(...)
"Fala-se abertamente que o papel da crítica hoje não é mais julgar, mas meramente testemunhar, portanto ela deixou de ser um contrapoder importante dentro do sistema da arte. Os curadores, com outro tipo de interesse, ocuparam o espaço que era ocupado pela crítica"."
Achei muito interessante esta entrevista.
Olhem só o que Cesare Pergola, fundador da Galeria Belvedere em Paraty, fala da beleza na arte contemporânea. Vale a pena!

Fonte: Terra Magazine
"...Pergola foi convidado a responder às perguntas que ele próprio formulou aos concorrentes.

Terra Magazine - Onde o artista procura a beleza no mundo contemporâneo e globalizado?

Cesare Pergola - Isso é um pretexto para os artistas responderem sobre sua originalidade. A beleza não é mais canonizada, como foi no Renascimento. Ela tinha seu cânone, era universal, todo mundo reconhecia. Hoje, a beleza pode estar no lixo. O cânone da beleza foi devastado, completamente devastado, quebrado. Não existe um valor. Esse era um pouco o tema.

Terra Magazine - Isso vale para o corpo?

Cesare Pergola -O próprio corpo humano sempre derivava desse conceito universal. Essa beleza hoje é muito discutível, dentro do tema da mutação do homem biônico, da transformação do corpo, um tema muito discutido na arte contemporânea: meio homem, meio máquina. Nasce cada um com um pedacinho de máquina dentro de si. E tem o pedaço de corpo refeito, a perna de carbono, não mais a valorização do corpo como era entendido na sua unidade genética. Agora, o corpo é variável. Não tem um ponto.

Terra Magazine - Como a força da beleza pode interferir nas relações sociais?

Cesare Pergola -O sentido da beleza tem um valor ou um peso nas relações sociais e pessoais. Por exemplo, a apresentação da última novela da Globo, "Passione". A abertura (feita por Vik Muniz) tem 20 toneladas de lixo, que escrevem um beijo. E aí se pergunta: um beijo de lixo, o beijo é um lixo ou o lixo é um beijo? O lixo da sociedade pode alimentar um caos positivo, belo.

Terra Magazine - A beleza ainda tem força?

Cesare Pergola -Pra mim, sim. Em qualquer motivação, cada artista vai buscar sua forma de beleza, mesmo nas coisas controversas. Num artista como Francis Bacon, há a figuração de um corpo completamente deformado, liquidificado - e no fundo tem a procura de uma beleza absolutamente pessoal, individual. Tem Andy Warhol, com a lata de sopa e a de Coca-Cola... Depois dele, todo mundo achou que a pop art propunha um cânone de beleza com um produto de massa da cultura popular. Acredito na beleza na base de qualquer pesquisa artística, no campo estético, e até no sexual. Essa busca por mostrar um próprio modo de ver a beleza do universo. Ninguém gosta de ficar na feiúra. Tem uma relação com o bem, enquanto o feio tem um relacionamento com o mal. Quando se apresenta a doença - o que é comum na arte contemporânea -, hospital, operação, sangue, aí tem no fundo uma procura de chegar a um mundo mais lindo, mais belo, mais agradável. Essa apresentação é só uma crítica à falta de beleza e sanidade. "