quarta-feira, 29 de abril de 2009

Inscrições para o XVI Salão Nacional de Humor de Ribeirão Preto

De 24/04 a 09/06
Inscrições para o XVI Salão Nacional de Humor de Ribeirão Preto – Abertas de 24/04 a 09/06/2009 as inscrições para o XVI Salão Nacional de Humor de Ribeirão Preto, a realizar-se de 02/07 a 02/08/2009, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto.
As inscrições poderão ser feitas no MIS - Museu da Imagem e do Som de Ribeirão Preto, no Mezanino da Casa da Cultura, Praça Alto do São Bento, s/n°, Ribeirão Preto-SP, CEP 14085-450, de segunda a sexta-feira das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 18:00 horas e também via correio (Sedex) atentando para data final de postagem – dia 09/06/2009. Informações (16) 3636 1206, mis@cultura.pmrp.com.br

inscrições para o 34° SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional-Contemporâneo

De 22/04 a 16/06
Inscrições para o 34° SARP – Abertas de 22/04 a 16/06/2009 as inscrições para o 34° SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional-Contemporâneo, a realizar-se de 14/08 a 27/09/2009, no MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi.
As inscrições poderão ser feitas pessoalmente no MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi, Rua Barão do Amazonas, 323, CEP 14010-120, Ribeirão Preto-SP, de terça a sexta-feira das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 18:00 horas e também via correio (Sedex) atentando para data final de postagem – dia 16/06/2009. Informações (16) 3635 2421.

Vaticano na Bienal de Veneza 2011

Nicole Winfield, Associated Press Internacional Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura 06/04/2009 11:01 3608 Caracteres 147 Arte Sacra

"Com Bento XVI, a Santa Sé tem procurado reavivar o seu papel na cultura contemporânea. Um dos exemplos desta aposta é a montagem do seu próprio pavilhão na edição de 2011 da Bienal de Veneza, considerado o mais importante festival de arte contemporânea, iniciando desta forma um diálogo com os artistas contemporâneos.
D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, afirmou que o objectivo da presença na Bienal é restabelecer os laços com o mundo da arte contemporânea, beneficiando tanto a arte como a fé. “Os grandes símbolos religiosos, as grandes histórias e as grandes figuras da espiritualidade podem estimular uma arte que, com frequência e cada vez mais, tem falta de mensagem” ou é blasfema, referiu o prelado.
D. Gianfranco Ravasi espera também inspirar arte apropriada para igrejas construídas nas últimas décadas por arquitectos conceituados como Renzo Piano e Richard Meier. “Até agora a arquitectura moderna tem tido resultados muito bons no diálogo com a liturgia.” Mas, acrescentou, “dentro dessas igrejas não há um diálogo com artistas contemporâneos. Só existe arte popular.”
A decisão do Vaticano em participar na Bienal é invulgar, em parte porque a feira suscitou algumas vezes a indignação de responsáveis da Igreja devido à natureza de certos trabalhos, considerados sacrílegos ou potencialmente ofensivos para o público. O conflito iniciou-se logo na primeira edição, em 1895, quando o Patriarca de Veneza, que mais tarde veio a ser o Papa Pio X, pediu ao presidente do município de Veneza para retirar uma obra de Giacomo Grosso, que expunha um caixão – representando a morte de Don Juan – rodeado de mulheres nuas. Mais recentemente as abordagens do colectivo Gran Fury (1990) e de Maurizio Cattelan (2001) foram fortemente criticadas por responsáveis da hierarquia católica.
D. Ravasi referiu que há o risco de a entrada do Vaticano na cena artística contemporânea poder ser vista meramente como um contraponto sacro às obras profanas. Para evitar esse perigo, o presidente do Conselho Pontifício da Cultura pretende que o pavilhão da Santa Sé fique distante do principal espaço de exposição. “Não quero que seja uma provocação... um espectáculo”, acrescentou.
D. Gianfranco Ravasi planeia formar uma comissão de alto nível que identificará artistas de todo o mundo que possam participar na mostra da Santa Sé. O prelado declinou dizer se o Vaticano reservará fundos próprios para esta iniciativa; é possível que os custos desta presença possam vir a ser suportados, pelo menos em parte, por entidades privadas.
Para D. Ravasi há um grande interesse da Igreja nesta Bienal porque será como que o regresso à grande tradição, quando os papas do Barroco e do Renascimento dialogaram com os artistas.
Em mensagem dirigida o ano passado às academias pontifícias, Bento XVI lembrou a necessidade urgente de um diálogo renovado entre estética e ética, entre beleza, verdade e bem, não apenas no debate artístico e cultural, mas também na realidade do quotidiano.
O presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, saudou o envolvimento do Vaticano. Em declarações ao jornal «Corriere de la Sera», afirmou que “a ideia de Ravasi é um gesto corajoso e algo de grande interesse a nível internacional. A questão do divino na arte tem sido sempre um tema forte, confrontado nos últimos anos com alguma timidez. Agora abre-se uma nova oportunidade.”
A edição de 2009 da 53.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que decorrerá entre 7 de Junho e 22 de Novembro, terá como tema «Fazer Mundos». "

Instituto Inhotim - arte contemporânea

2 de abril de 2009
A arte contemporânea e o mal do esnobismo
Tags:, , , , , , - ana paula sousa às 8:00

"Visitantes interagem com as obras em Inhotim

A arte contemporânea, com seus valores exorbitantes e seus “conceitos” não raro incompreensíveis, costuma deixar o público com o pé atrás.
O temor de entrar numa galeria e ser ridicularizado ou o desânimo de ir a um museu e ficar com cara de “conteúdo” – aquele ar de quem nada entende, mas quer fingir que entende – afasta muita gente da produção atual.
É por essas outras que chama a atenção o que acontece em Brumadinho, município a 60 quilômetros de Belo Horizonte (MG), sede do Instituto Inhotim.
Numa área de 45 hectares, onde antes funcionava uma fazenda, uma coleção com alguns dos mais representativos artistas contemporâneos brasileiros e internacionais está acessível a qualquer pessoa que pague 10 reais para ali entrar.

Crédito: Roberto Murta
E acessível, aqui, tem um sentido amplo.
Expostas ao ar livre ou em galerias envoltas pelo paisagismo que teve as mãos de Burle Marx, as obras, em Inhotim, parecem perder a arrogância.
No sábado em que lá estive, a convite do próprio museu, para acompanhar o seminário Revisões e Propostas: desafios para o circuito de arte brasileiro, centenas de pessoas passeavam por entre as obras como quem anda num jardim qualquer.
Mas, a cada grande escultura, paravam para tirar um foto, comentar, rir, admirar, estranhar.

Rodrigo Moura, o curador brasileiro da instituição, lembra que, no carnaval, 9 mil pessoas passaram por ali. Muitos, decerto, combinaram um passeio ao parque e não ao museu. Mas que diferença faz?
“6% da população brasileira nunca foi a uma exposição”, observa Moura. “É preciso tirar a arte contemporânea do gueto. O que tentamos fazer aqui é criar canais de comunicação.
Em Inhotim, artistas dos mais valorizados e balados do Brasil, como Tunga, Adriana Varejão e Cildo Meirelles, tendem a sair do isolamento que a arte contemporânea se auto-impôs.

Obra de Adriana Varejão - Crédito: Eduardo Eckenfels
Ali, as obras não se prestam ao esnobismo. Ao contrário. Parecem abertas ao contato humano e não só ao olhar do especialista e ao bolso do milionário.

Obra de Tunga - True Rouge - Crédito: Eduardo Eckenfels
Revolta de mecenas
Durante o seminário, que levou a Inhotim figuras importantes do cenário artístico nacional, nos dias 20 e 21 de março, Bernardo Paz, o dono da coleção hoje tornada pública, fez intervenções enfáticas.

Bernardo Paz
Depois de reclamar da falta de políticas do Ministério da Cultura e da falta de apoio ao museu, ele defendeu a idéia de que a arte, seja ela qual for, sempre tem a capacidade de tocar o homem.
“Mas isto aqui não interessa aos políticos. O governo dá dinheirinho para grupos de não sei o quê, mas não nos ajuda a manter este museu porque diz que não dá verba para manter jardim”, reclamou Paz.
E não se pense que as farpas do empresário atingiram apenas o governo.
Paz criticou o fato de os bancos poderem usar o dinheiro da Lei Rouanet para abrir os próprios institutos e contou: “A Fiat, que ia ser meu patrocinador, desistiu de investir aqui e criou uma fundação própria, onde vai expor carros”."

seminário “O Construtivismo no Brasil e suas contaminações na arte contemporânea”

Como parte da programação comemorativa dos 50 anos de existência do MAM (Museu de Arte Moderna da Bahia), acontece na próxima sexta-feira 03/4, das 14h30 às 16h, em seu auditório , o seminário “O Construtivismo no Brasil e suas contaminações na arte contemporânea”, que será conduzido pelo artista plástico Almandrade.
No evento, que possui entrada franca, o público terá a oportunidade de dialogar sobre as contaminações da tendência construtiva na arte contemporânea brasileira, com foco principal na Exposição Geometria Impura, que está em cartaz até o dia 12 de abril, em paralelo com a exposição BONOMAM 1959_1964, de Mário Cravo Neto. Maiores Informações: 3117 6141